O que Paul Bettany e Ruaridh Mollica revelam sobre VisionQuest
A jornada do universo cinematográfico da Marvel (MCU) centrada em torno de Wanda Maximoff e do Visão está prestes a ganhar seu capítulo final — e mais complexo. Após o impacto emocional de WandaVision e os desdobramentos de Agatha All Along, a nova minissérie VisionQuest coloca o querido “synthezoid” no centro das atenções para lidar com uma identidade fragmentada, memórias sem sentimentos e laços familiares profundos.
Em uma entrevista recente ao portal Buro 247, os atores Paul Bettany (Visão / White Vision) e Ruaridh Mollica (que entra no MCU como Thomas Shepherd, o Tommy Maximoff) abriram o jogo sobre o que os fãs podem esperar dessa dinâmica familiar intensa que estreia no Disney+.
Um Visão como você nunca viu: Lidando com a raiva
Quando reencontramos o Visão (agora como o “White Vision”), ele já recuperou as memórias de seu passado. No entanto, o grande dilema que move o personagem é a incapacidade (ou relutância) de anexar sentimentos reais a essas lembranças.
Para Paul Bettany, interpretar essa nova fase foi uma oportunidade revigorante:
“É um novo desafio ver esse personagem, que costuma ser tão autocontrolado, ficar com raiva. Acho que é uma das primeiras vezes que você vê o Visão bravo, então foi divertido levar isso para um novo patamar.”
Essa frieza inicial contrasta diretamente com a vulnerabilidade que surge ao interagir com sua nova “família”.
Pai e Filho: A dinâmica entre Visão e Tommy
A entrada de Ruaridh Mollica como Tommy Shepherd traz o clássico conflito geracional e de busca de identidade para o centro da trama. Como ambos estão tentando entender quem são, a relação entre pai e filho nasce repleta de atritos, carência de aprovação e muita comédia cotidiana.
Mollica destacou a humanidade divertida desses momentos:
“Estamos os dois nessa jornada de entender quem somos […]. Há uma cena no episódio três em que estamos no carro dirigindo juntos, e ele diz: ‘Ligue suas setas!’. E estamos pisando fundo nos freios e nos irritando profundamente, o que é brilhante.”
Para Tommy, a busca por respostas passa diretamente pela aprovação de um pai que reluta em se abrir, criando um paralelo fascinante sobre abandono, pertencimento e crescimento.
O peso da ausência de Wanda e o retorno de Ultron
Embora Wanda Maximoff não apareça fisicamente na série, sua presença é avassaladora. Bettany resume bem essa ligação: “É difícil para mim imaginar o Visão sem a Wanda. Apaixonar-se por ela é grande parte de como o Visão entende a humanidade, então sim, ela é muito presente para ele e sempre será, porque a família é para sempre.”
Do ponto de vista de Tommy, aprender sobre a mãe através dos olhos de amor do Visão funciona como uma cura para a sua “ferida original”, unindo ainda mais os dois personagens.
Para coroar os conflitos familiares, a série traz de volta ninguém menos do que James Spader como Ultron, completando a árvore genealógica maluca da inteligência artificial: avô, pai e filho. Bettany revelou que a ideia partiu dele e do showrunner Terry Matalas, transformando Ultron em um “psicólogo paterno psicótico” dentro da cabeça do Visão.
O que esperar?
VisionQuest promete se aprofundar em dilemas filosóficos, dinâmicas de ódio e afeto entre pais e filhos, e as consequências emocionais de um passado repleto de tragédias e ressurreições mecânicas.
A minissérie chega ao catálogo do Disney+ para responder se a lógica fria de uma máquina consegue, afinal, sobreviver ao caos do amor de uma família.










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