Os Segredos e Roteiros Cancelados de Homem-Aranha: Um Novo Dia
O roteirista Chris McKenna, responsável por moldar a trajetória do Homem-Aranha no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), participou recentemente do podcast The Bulwark Goes to Hollywood. Em uma conversa franca, ele revelou detalhes chocantes sobre os conceitos, vilões descartados e direções bizzarras que o filme Homem-Aranha: Um Novo Dia quase seguiu antes de chegar aos cinemas.
Entre disputas de direitos de personagens com a Sony, limitações criativas e ideias mirabolantes, confira os principais destaques revelados pelo roteirista.
1. Processado por ser o Homem-Aranha: A trama jurídica com Matt Murdock
Uma das ideias mais inusitadas desenvolvidas por McKenna e seu parceiro de escrita, Erik Sommers, colocaria Peter Parker completamente fora do seu ambiente habitual.
- Peter no Sudeste Asiático: Cansado e tentando deixar seu passado em Nova York para trás, Peter estaria vivendo em um barco no Sudeste Asiático, consertando motores e criando sua própria teia de forma isolada.
- O Impostor e os Direitos Autorais: Peter descobre por um vídeo que há um “Homem-Aranha” atuando em Nova York. Ao voltar para investigar, descobre algo inacreditável: o impostor havia registrado a marca e a patente do nome “Homem-Aranha” e da fórmula da teia.
- Processo Judicial: O impostor envia uma ordem de interdição (cease-and-desist) para o Peter original. Para conseguir recuperar sua própria identidade de herói, Peter precisa contratar Matt Murdock (Charlie Cox) para representá-lo nos tribunais.
2. Kraven no estilo “Esqueceram de Mim” em Nova York
A escolha dos vilões para as produções do Homem-Aranha no MCU sempre foi um cabo de guerra entre Marvel e Sony. Durante as reuniões iniciais:
- Manobra com Kraven: A equipe recebeu a informação de que a Sony nunca faria um filme solo do Kraven, o Caçador. McKenna criou então um conceito em que Kraven transformaria a cidade de Nova York em uma grande armadilha de caça estilo “Esqueceram de Mim” (Home Alone), perseguindo Peter Parker por todos os quarteirões.
- O Balde de Água Fria: Pouco tempo depois, a Sony mudou de ideia e anunciou o filme solo de Kraven, o Caçador, bloqueando o uso do vilão (e posteriormente do Camaleão) na franquia principal.
3. A mitoglia dos Totens de Aranha e o Gato da Bodega
Em outro rascunho de roteiro focado no isolamento de Peter Parker após os eventos de Sem Volta Para Casa, o herói se via completamente sozinho, sem ninguém para ligar no hospital após se machucar em uma luta.
- Enquanto buscava analgésicos em uma farmácia de bairro, Peter começaria a ouvir uma voz chamando seu nome.
- Ao olhar para o chão, a voz viria do gato da bodega local, que revelaria a Peter que ele fazia parte de uma comunidade mística interdimensional e que precisava encontrar o Totem de Aranha (Spider Totem), conectando o filme à mitologia cósmica e ao Aranhaverso.
4. De Rei das Sombras até Jean Grey
A jornada para definir o antagonista psíquico da trama passou por diversas reformulações:
- Spot (Mancha): Inicialmente cotado para Sem Volta Para Casa, foi cortado porque a animação Aranhaverso usaria o personagem.
- Rei das Sombras (Shadow King): A dupla escreveu um rascunho inteiro com o Rei das Sombras como uma voz sem corpo tentando recuperar seu físico escondido em Nova York. A ideia foi descartada por falta de impacto visual em um confronto direto.
- A chegada de Jean Grey: Para contornar a falta de um vilão físico sem violar regras da introdução dos mutantes no MCU, a produção optou por utilizar Jean Grey (interpretada por Sadie Sink), mantendo a cautela de nunca usar abertamente o termo “mutante” no longa.










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